sexta-feira, 4 de junho de 2010

Algumas considerações sobre crianças

Como é do conhecimento geral eu não tenho filhos, mas passo imenso tempo com o Gustavo e também tenho alguns contactos com outras crianças, o que me leva a ter algumas opiniões sobre os seus comportamentos.
Então é assim:
Primeiro vou falar do Gustavo: é uma criança sossegada, que raramente faz birras; é educado; tem um vocabulário rico para a idade; é curioso; é inteligente; é carinhoso; não diz asneiras; não faz nada sem nos pedir ou informar, mas nada mesmo (as idas á casa de banho incluídas), etc...
Claro que também tem os seus dias maus e às vezes surpreende-nos com algumas pérolas, mas no geral é uma criança que pode ser levada a qualquer lado sem nunca nos deixar mal.
Ok, chega de baba, agora vamos ao que interessa:
Tenho a perfeita noção de que as crianças não são todas iguais e existem miúdos mais irrequietos que outros, mas eu acho que o comportamento das crianças é quase sempre fruto da educação e atenção que lhes é dada: uma criança pode ser irrequieta, mas não tem que ser mal educada.
Conheço alguns casos em que as crianças são autênticas "pestes" mas são também educados e carinhosos.
Por outro lado, existem alguns que não podem sair de casa que pedem logo tudo e, se não conseguem, fazem grandes birras, sendo isto frequente.
Eu acho que, regra geral, as crianças que fazem estas birras são aquelas a quem é negado tudo, e principalmente negada a atenção. Não sou apologista de dar-mos tudo o que eles querem, pelo contrário, acho que eles têm que perceber que as coisas têm o seu valor e não se conseguem com facilidade, mas é nossa responsabilidade transmitir-lhes isso. Não se deve dizer não só por dizer.
Não sei se já contei aqui o episódio da mochila: no inicio do ano lectivo fui com ele ao Modelo e estava a ver as mochilas. Vimos uma dos The Cars e eu perguntei-lhe se ele a queria. Resposta dele: "É gira, mas eu não preciso de nenhuma mochila, tenho a do ano passado!" - Claro que acabei por lhe comprar a mochila!
Quanto à atenção e mimos que lhes damos, costumo dizer que nunca são demais. As crianças precisam de se sentir amadas e sentir que estão em primeiro lugar nas nossas vidas.
Apesar de do divórcio dos meus pais e de todas as dificuldades, nós tentamos fazer isso com o Gustavo. Passamos imenso tempo com ele, fazemos as coisas que ele gosta, falamos com ele sobre tudo e tentamos que ele faça o mesmo connosco. Acho que esta foi a estratégia correcta para que ele ultrapassasse o divórcio sem grandes traumas.
Como é logico deixámos de fazer muita coisa que faziamos (saídas, cinemas, etc...) mas vale a pena!
E, a verdade é que ele adora ficar cá em casa e andar com as manas.
Só para terminar, deixo-vos um exemplo de como às vezes os pais não metem os filhos em primeiro lugar, mesmo sem se aperceberem:
Há uns tempos ouvi aquilo que considero uma pérola, vindo de uma mãe: "Eu este ano não vou à praia com eles, temos que levar a tralha toda e não se descansa nada". Cada um faz o que quer, mas na minha opinião isto é um pensamento egoista que em nada beneficia a criança em causa. As crianças adoram praia! Claro que dá trabalho levar os brinquedos, o lanche, etc... mas a alegria deles na praia compensa isso tudo... acho eu que nem sequer tenho filhos!!!


Muitos de vocês vão discordar de mim, mas isto é o que eu penso, baseada na minha experiência (que não é muita!)

3 comentários:

  1. Eu até concordo contigo!
    Pois de facto cansa ir á praia com a rapaziada pequena, já não se pode estar ali "esterifada" ao sol ou a ler um bom livro debaixo do guarda sol, mas tem outras compensações!
    Ela adora fazer "bolos" e "castelos"! E nós ajudamos, claro!
    Apesar de haver sempre areia (e o que isso me enerva!) por todo o lado, mas isso faz também parte...
    E sim tem que se explicar o porquê do não... não é só dizer não por dizer!
    E passar tempo com eles a fazer actividades também é muito importante...
    Eles precisam de saber que estamos "ali"... que são amdaos!

    Beijinhos e bom fim de semana

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  2. Também estou de acordo.
    Mas claro os meus agora já não levam baldes nem pás, agora é PRANCHAS e ela pior que ele!
    mas também nunca foram de fazer birras, quanto a pedinchas agora são um pouco mais, mas um NÃO bem justificado é sempre bem aceite, e claro agora entenderam que haviam de ter um mealheiro, e á conta disso compraram o telemóvel (mas a mãe é má pk não deixa levar para a escola)diálogo entre eles...
    Mas vemos cada cena em supermercados, em centros comerciais que é preciso muita paciência.

    bjo e bfs

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  3. Nem preciso de acrescentar mais nada concordo em tudo contigo!
    Quando fores mãe tenho a certeza que os teus filhos terão uma excelente educação!
    Beijos

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