domingo, 14 de agosto de 2011

Das escolhas

Ontem, ao ler uma revista feminina (sim, por aqui não se leem só livros!), deparei-me com um artigo acerca de mulheres que optavam por não ter filhos e da reação da sociedade a este tipo de escolhas.
De facto, a maioria das pessoas não compreende que uma mulher não sinta o chamado "apelo da maternidade", ou pura e simplesmente que tenha outras prioridades.
A sociedade instituiu que todos temos que casar e ter filhos.
Eu, do alto dos meus 32 anos e solteirinha da silva, noto imensas vezes este tipo de "imposição". É normal ser alvo de observações sobre o meu estado, e até que devia pensar em ter filhos, pois já não caminho para nova!!!!
A minha resposta é sempre a mesma: que estou sozinha por opção, e ter filhos não faz parte dos meus planos.
Não vou mentir, já sonhei casar e já fiz planos para ter filhos, mas neste momento não me revejo neles.
Gosto de estar sozinha! E, não digo isto para justificar a ausência de um relacionamento sério, uma vez que neste momento não é isso que quero. Sou feliz sem ter que dar satisfações a ninguém.
Em relação à maternidade é a mesma coisa. Não sou completamente leiga no assunto, porque tenho um irmão com 6 anos que acompanho desde o nascimento, mas ter um filho meu neste momento está fora de questão.
As pessoas não compreendem que o conceito de felicidade varia de pessoa para pessoa. Para algumas mulheres a felicidade está em casar e ter filhos, outras têm outros objetivos, mas não deixam de ser felizes por isso.
No meu caso, não digo que esta posição vai durar para sempre, mas neste momento é a minha escolha e sou feliz assim.

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