quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Do dia 22

Desde sempre gostei desta semana que antecede o Natal. A preparação, o imaginar como vai ser o dia, os jantares de Natal, etc. Gosto mesmo destes dias.
Mas, e há sempre um "mas", desde 2006, não gosto do dia 22. Até tenho uma amiga que faz anos neste dia (Parabéns Tania), mas por muito que tente, lembro-me sempre do dia 22 de dezembro de 2006, e passo a contar o que aconteceu nesse dia:
Era uma sexta-feira, e ia trabalhar normalmente. Tinha dito a umas pessoas para passarem pelo escritório a levantar as prendas, tencionava ir aos bancos entregar umas lembranças, e à noite tinha o jantar da empresa, com direito a cinema no fim. Como habitualmente fui tomar café com a minha colega e subimos para trabalhar, eu de escadas e ela de elevador. Quando cheguei ao primeiro andar, ouvi uma senhora gritar que lhe tinham assaltado o escritório. Eu, que muito raramente deixava lá o portátil e nessa noite tinha deixado, desatei a correr, chegando ao 3.º andar primeiro que o elevador. Quando cheguei ao meu escritório a porta estava encostada, dei um empurrão e ela abriu-se, mostrando um cenário de horror: tudo fora do sitio, tinham levado o portátil, o computador, o monitor, o telefone e todas as prendas que tinha lá para oferecer. Lembro-me de ter feito um esforço enorme para não desatar a chorar, mas consegui.
Entretanto veio a policia, começaram a chegar também as pessoas para levantar os presentes que tinham sido roubados, tive que esperar que viessem arranjar a porta, e assim se passou um dia de inferno.
Nessa noite assaltaram 7 escritórios nesse prédio. Passado uns meses recebemos uma carta a informar que tinham encontrado impressões digitais de uma pessoa (vinha o nome dele na carta), mas que o caso iria ser arquivado porque não conseguiam provar que ele esteve lá com um intuito de assaltar!!!! O meu prejuízo material nem foi dos maiores, uma vez que eles se ficaram pela sala de reuniões e pelo meu gabinete, mas nunca vou esquecer o que senti quando abri aquela porta. Nem nunca mais fiquei lá a trabalhar fora de horas, às 19h vinha embora.
E, o que me revolta mais, é que alguém invadiu o meu espaço, ficou com as minhas coisas e nem sequer respondeu perante a justiça.

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