quarta-feira, 6 de março de 2013

Dos Filhos

Penso que já devo ter falado aqui sobre este assunto, mas hoje apetece-me outra vez.
Eu, apesar de não ser mãe, imagino que seja uma coisa maravilhosa e que não exista amor maior.
Um filho é uma ligação para a vida, mas, na minha opinião, não se deve decidir ter um filho de animo leve.
Primeiro, não deve ser uma decisão unilateral: as crianças precisam de pai e mãe e estes devem decidir em conjunto dar este passo.
Depois, há que ter em conta os factores económicos e sociais: uma criança não vive do ar. Se fizermos contas e lhe quisermos proporcionar uma vida sem privações, o investimento é bastante grande. Além disto ainda temos que ponderar a nossa disponibilidade. Uma criança precisa de atenção, e a vida profissional não pode estar sempre a servir de desculpa para a falta de tempo passado com os filhos.
Ainda há outra coisa que acontece muito, que é ter filhos para salvar uma relação. Meus amigos, isso NUNCA acontece. Se já têm um problema sem filhos, com a chegada da criança esse problema vai duplicar.
Podia estar aqui o dia todo a enumerar razões que devem ser ponderadas na altura de ter filhos, mas não vale a pena, se pensarem um bocadinho chegam lá.
Infelizmente, cada vez menos se pensa na hora de ter filhos. Há muito aquela ideia de que tudo se cria, e não pode ser. Uma criança é uma responsabilidade enorme, e, como tal, deve ser muito bem ponderada.
Isto é a minha opinião e vem na sequência da observação de alguns casos que me são próximos e me têm deixado preocupada.

1 comentário:

  1. Essa frase tipica do "tudo se cria" faz-me imensa confusão. As coisas hoje em dia, não sao de todo assim. Com um filho vem muita despesa e responsabilidade e devemos ter noção disso. Não posso com aquelas pessoas que fazem filhos só porque lhes apetece brincar às mamas e aos papas. Um filho é para sempre e a vida como a conhecemos acabada no momento em que nasce. bjinhos

    ResponderEliminar