sexta-feira, 26 de abril de 2013

As minhas histórias #1

Cá está a primeira história. Já tem uns anitos e até penso que a contei aqui, logo no inicio do blog.
Aconteceu numas férias e foi motivo de boas gargalhadas de cada vez que a contávamos.

Uma Aventura Rastejante
Esta é a história de duas irmãs que embarcam para umas maravilhosas férias num resort em Tenerife.
À chegada é-lhes atribuído um quarto no rés-do-chão e cedo constatam que a varanda serve de alojamento a umas nojentas Osgas. - De referir que essas irmãs têm pavor a répteis.
Ainda tentam mudar de quarto mas, devido à lotação do hotel, tal não é possível.
Não têm outra alternativa senão resignar-se e tomar as devidas precauções, nomeadamente fechar sempre a varanda e fazer uma inspecção ao quarto antes de dormir.
Eis que, numa bela noite, depois do habitual jantar e convívio no bar, recolhem aos seus aposentos, como normalmente.
A irmã mais nova está a lavar os dentes e a mais velha está na sanita (não interessa a fazer o quê). De referir que a sanita é separada do resto da casa de banho por duas pequenas portas. 
De repente, a mais nova acha que vê um réptil por cima da porta de entrada da casa de banho e sai da mesma, aos gritos. A mais velha, que está sentadinha na sanita (já disse que não importa a fazer o quê), fica assustadissima e sem saber o que fazer. Podia ficar ali, correndo o risco do réptil ir ter com ela, ou sair, tendo que passar pela porta onde supostamente está o animal. Depois de ponderar, e porque era chato passar a noite na casa de banho, decide cobrir a cabeça com uma toalha (não fosse o réptil cair-lhe em cima) e sair.
Já no quarto, decidem que não podem dormir com o réptil na casa de banho, ligando para a recepção a pedir ajuda. O funcionário diz que vai enviar alguém e elas aguardam, sempre atentas à casa de banho.
Talvez devido ao adiantado da hora, a ajuda tarda em aparecer. A irmã mais velha, que é um bocadinho impaciente, começa a achar muito estranho a falta de sinais do dito réptil e, enchendo-se de coragem, decide ir à casa de banho investigar. Sobe a uma cadeira, espreita para o sitio onde supostamente o réptil se encontrava e, qual não é o seu espanto quando vê, não um réptil, mas uma melga gigante.
Basicamente a irmã mais nova viu pelo espelho algo a mexer e deduziu que fosse uma Osga, o que não correspondia à verdade. Tudo bem que a melga era grande, mas daí a parecer uma Osga!!!
Depois de desvendado o mistério e de se rirem que nem umas perdidas, ainda tinham que ligar para a recepção a cancelar o pedido de ajuda.
A sua reputação não lhes permitia dizer a verdade, até porque corriam o risco de ser gozadas pelos funcionários o resto das férias. Então, a mais velha volta a ligar para a recepção e diz que já  não precisam de ajuda, uma vez que conseguiram enxotar o réptil do quarto. O recepcionista, muito admirado, pergunta-lhe como. Ela, que não estava à espera de perguntas, responde a primeira coisa que lhe vem à cabeça: Com um sapato!!!!
E assim termina uma aventura da qual poderiam ter saído humilhadas (afinal confundir uma melga com uma osga é motivo de gozo), mas conseguiram passar por heroínas, espantando uma osga com um sapato!!!

Para ilustrar o post, deixo-vos a imagem não de uma osga, uma vez que não tenho nenhuma, mas de um lagarto, que era coisinha que também abundava por lá.

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