sexta-feira, 17 de maio de 2013

Da co-adopção

Eu confesso que há uns tempos era totalmente contra a adopção por parte de casais do mesmo sexo. E era contra pelo simples facto de as crianças poderem vir a ser alvo de gozo por parte de outros miúdos.
Mas entretanto pensei melhor e, a questão do gozo acabar por ser um mal menor. Se formos a ver, os miúdos são gozados por todos os motivos e mais algum, acabando este por ser mais um.
Posto isto, o que as crianças precisam é de amor, carinho e educação. E isso, não são só as famílias ditas normais que podem dar. Aliás, há muitas famílias de pai e mãe de sexos diferentes que não sabem ser pais.
Entre estar numa instituição e ser acolhido por uma família dita "diferente", mas que lhes dê amor e carinho, a segunda opção parece-me ser o melhor para as crianças.
E, sei por experiência própria, que não é preciso uma família dita normal para que a criança se sinta amada e cresça feliz.
Por isto tudo, acho que hoje, com a aprovação do projecto de lei que prevê a co-adopção, foi dado um pequeno passo no sentido de perdermos um bocadinho do preconceito e de nos tornarmos uma sociedade melhor (eu incluída).

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